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Funcionários do Banco do Brasil/Barra Longa, conscientes da responsabilidade social, elaboram e desenvolvem dois projetos relevantes para a comunidade.

Obs: Este primeiro projeto está sendo reformulado. O Esporte Clube Barralonguense deixou de ser parceiro do projeto, desde o início do ano. Como o campo era cedido pelo clube, a escolinha ficou sem local para treinamento. Logo que esta questão for resolvida daremos notícias aqui.

1° Projeto

Escolinha de Futebol e Cultura Barralonguense


“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”
Art. 4°- ECA - Estatuto da Criança e do adolescente. (Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990)

O projeto da Escolinha de Futebol e Cultura Barralonguense surgiu a partir de uma idéia de Rogério de Freitas Martins, funcionário voluntário do Banco do Brasil/Barra Longa-MG. Conversa aqui, conversa ali e a escolinha já está funcionando e conta com a participação de mais de 40 alunos.

O projeto visa proporcionar às crianças e adolescentes barralonguenses a melhoria no desenvolvimento físico, emocional e intelectual, através da melhoria da qualidade de vida e do estímulo às relações sociais buscando, além de momentos de lazer, elevar a autoestima e a conscientização da condição de cidadão.

Sabe-se que a cidade de Barra Longa/MG não proporciona às crianças e adolescentes atividades de lazer ou esportivas capazes de oferecer oportunidades e experiências positivas que beneficiem a formação integral da personalidade e o convívio social através da formação dos conceitos básicos de cidadania destes grupos.
Sabe-se também que o esporte, especialmente o futebol, é excelente integrador social possibilitando não somente o desenvolvimento individual, mas facilitando o convívio em equipe e a interação do indivíduo com a sociedade. Experiências mostram que este desenvolvimento social é também um grande aliado na aprendizagem escolar, pois ocorrem melhora na disciplina, mais interesse e concentração, melhor condicionamento físico, mais comprometimento e responsabilidade, etc.

Para o funcionamento da escolinha foi feita uma parceria entre o Esporte Clube Barralonguense, que cedeu o campo de futebol para os treinamentos, a Casa da Cultura, que se responsabiliza pelas inscrições e acompanhamento dos boletins escolares, a ASASJ que se responsabiliza pela divulgação das atividades e avisos e os funcionários voluntários do BB/Barra Longa, Rogério e Fabiano (Bigode), que são os treinadores e coordenadores da escolinha.

São critérios de admissão na escolinha:
• Ter idade de 08 aos 16 anos;
• Estar devidamente matriculado em escola regular;
• Fazer a inscrição na Casa da Cultura Dr. Armando Pereira de Souza.

Documentos necessários para inscrição:
• Preencher a ficha de inscrição;
• Apresentar atestado médico;
• Autorização dos pais ou responsável, através da assinatura na ficha de inscrição;
• Comprovante de matrícula em escola regular.

São critérios de permanência na escolinha:
• Ter boa disciplina;
• Cumprir as regras estabelecidas;
• Não faltar aos treinamentos sem justificativa prévia;
• Apresentar boletim escolar bimestral, com média mínima de 6,0 pontos, para pessoa e lugar previamente determinado;
• Freqüentar a Casa da Cultura Dr. Armando Pereira de Sousa para realizar pesquisas escolares e pegar livros emprestados, no mínimo uma vez por mês, assinando o livro de Registro de Visitas.



2° Projeto

Grupo Jovem

O projeto da fundação de um Grupo Jovem foi elaborado por Antônio Fabiano da Silva (Bigode), funcionário BB/Barra Longa e sua esposa Rosângela P. da Silva, que serão os coordenadores iniciais do projeto. Este projeto foi apresentado ao padre Wellerson, discutido e formatado com o propósito de trazer inúmeros benefícios aos jovens barralonguenses.

O objetivo deste projeto é inserir na comunidade jovem o espírito de vida comunitária e afetiva visando uma convivência harmoniosa com a família e sociedade.

Tem como missão desenvolver atividades religiosas, culturais, sociais e de lazer que venham a contribuir para o desenvolvimento espiritual, intelectual e comportamental de cada jovem, proporcionando conhecimentos e práticas que elevem a autoestima, a valorização da vida e sua importância no meio em que vive.

São várias as modalidades de atividades a serem desenvolvidas: estudos bíblicos, celebrações eucarísticas, palestras, gincanas, teatro, passeios ecológicos, excursões, confraternizações, competições esportivas, trabalhos humanitários, enfim, tudo planejado para ser um grupo atuante na comunidade através de atividades prazerosas.

Este projeto também conta com o apoio das seguintes instituições:

• Paróquia São José
• Casa da Cultura
• Biblioteca Municipal
• Prefeitura Municipal
• Instituições Educacionais locais

Para iniciar as atividades haverá o primeiro encontro dos jovens no dia 6 de novembro/2010, às 16 horas, no Salão Paroquial.

Todos os jovens barralonguenses, de 15 a 25 anos, estão convidados e são esperados com muito carinho e dedicação pela equipe organizadora.

Quem é adulto e já participou de um Grupo Jovem sabe como é legal...
Jovens, não percam.






Maria Lucinéia Eulálio, Néia, moradora da Rocinha (distrito de Barra Longa), casada, dona de casa, mãe de três filhos, escolaridade: antigo 4° ano primário, ex-aluna da Escola Estadual “Claudionor Lopes”.

Sorriso estampado na cara, muito bom humor e sacola cheia de livros... É assim que sei descrever esta figura que enche de alegria a Casa da Cultura e me faz acreditar mais ainda que “é preciso crer para ver”.

“A minha filha, Andressa, é a culpada. Tudo começou quando ela me trouxe aqui na Casa da Cultura pela primeira vez.” Diz Néia.

Como mora na zona rural ela leva vários livros de uma vez (já chegou a levar 19) e nem sempre espera ler todos para devolver. Quando passa por aqui devolve alguns e leva outros. Já sente a necessidade de ter livros em casa. Sempre romances. Esta não para mais de ler...

Néia já leu 156 livros de maio (quando descobriu a Casa da Cultura) a outubro de 2010.

Parabéns Néia! Você é um grande exemplo para os barralonguenses.

Obrigada Néia! Por nos fazer acreditar que valeu a pena.






Visita dos alunos da E. E. "Padre José Epifânio Gonçalves" (Professora Neuza)
e dos alunos do Programa "Cidadão Nota Dez" (Fernanda)


A Casa da Cultura alcança seus objetivos.

Após maio de 2008 a Casa da Cultura já emprestou cerca de 1.040 livros.
E aproveitamos, mais uma vez, para agradecer a todos os doadores de livros.


















O projeto, A Igreja Matriz de São José: Conhecer e Preservar através da Educação, realizado na Escola Estadual “Padre José Epifânio Gonçalves” foi um dos trabalhos classificados para participar do XI UFMG Jovem e IV Feira de Ciências da Educação Básica de Minas Gerais.

A Universidade Federal de Minas Gerais, por intermédio da Diretoria de Divulgação científica, realizará a XI UFMG Jovem e a IV Feira de Ciências da Educação Básica de Minas Gerais com o intuito de promover o intercâmbio de trabalhos técnico- científicos de diferentes Instituições Educacionais de todo o Estado, nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2010.

Ao receber o edital sobre o evento, a diretoria da escola enviou o projeto para o processo de seleção e foi um dos selecionados. O
projeto A Igreja Matriz de São José: Conhecer e Preservar através da Educação será apresentado, durante o evento, por quatro alunos do segundo ano A da E.E. “Padre José Epifânio Gonçalves”: Gustavo Ribeiro, Jéssica, Lorena e Marciano.

A oportunidade de participar da Feira de Ciência da Educação Básica de Minas Gerais será, sem dúvida, uma experiência muito importante tanto para os alunos quanto para a comunidade escolar que terá a possibilidade de conhecer outros trabalhos técnico-científicos selecionados de diferentes Instituições Educacionais de Minas Gerais possibilitando assim uma troca de vivências.

Além disso, será extremamente relevante despertar o interesse dos visitantes para conhecerem parte da história da cidade de Barra Longa e reafirmar os objetivos do projeto em reconhecer a Igreja Matriz de São José como um importante monumento artístico-cultural que foi fruto da atividade humana e, por esse motivo, traz marcas importantes da produção artística inserida em um momento peculiar da história da sociedade barra-longuense, que merece ser conhecida e preservada através da educação.

Ana Cristina
Professora que desenvolveu o projeto


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Sua opinião é importante.






ABBA expõe em Belo Horizonte


A ABBA, Associação Barralonguense de Bordadeiras e Artesãos, sediada em espaço cedido pela Casa da Cultura aqui em Barra Longa/MG (conhecida como Cidade dos Bordados) estará participando da exposição de artesanato promovida pela BELOTUR que tem como objetivo promover as cidades mineiras pertencentes ao Circuito Serras de Minas.

A ABBA estará expondo variadas peças de cama, mesa, banho e cozinha bordadas em Ponto Cruz, Richellieu, Matiz, Pontinhos, bainha e crochê.

Vá lá conferir.
Dia: 17/10/2010 - Domingo
Horário: de 08 horas às 14 horas
Local: Av. Afonso Pena, n°1212, centro, Belo Horizante
Hall Externo da Prefeitura de BH, no coração da “Feira Hippie”


Se você gostou dos bordados mostrados nas fotos abaixo poderá entrar em contato pelo telefone (31) 38775535 ou pelo e-mail: abbablonga@oi.com.br que a ABBA terá o maoir prazer em atendê-lo.

Você poderá conferir outras fotos postadas neste blog em junho/2009
(Outras postagens, no lado esquerdo)

Lembre-se: clique nas fotos para melhor visualização.









A Polidez

http://www.portalangels.com


"A sociedade moderna e principalmente pessoas mais jovens parecem ter perdido a noção da importância dos símbolos, dos rituais, da forma como as coisas devem ser feitas. Focadas apenas no conteúdo, as pessoas embrutecem a vida, empobrecem as relações sociais se tornam menos humanas.

Esses pequenos símbolos, breves rituais, fazem a vida mais agradável. Gestos de gentileza e cortesia elevam o ser humano ao seu verdadeiro patamar.


É importante lembrar aos jovens e às pessoas que se dizem modernas que enviar flores de agradecimento a alguém não caiu de moda. Mandar um bilhete de agradecimento também não caiu. Dizer “com licença” ao atravessar a frente de alguém continua na moda. Dizer “por favor”, também. E “obrigado” nunca deixou de fazer parte do rol de palavras que identificam uma pessoa civilizada.


Vejo em supermercados, lojas, cinemas e mesmo em empresas, pessoas que mais se parecem com animais irracionais, embrutecidos pela ausência da inteligência social que caracteriza e distingue o ser humano das outras espécies.


A ausência de polidez, de educação, de um mínimo de respeito, está tornando os ambientes insuportáveis, e da falta de educação para a violência é um pulo.


Essa ausência de polidez se mostra na forma de falar, rude, grossa. Na forma de vestir, na forma de se comportar em ambientes públicos, na ausência de respeito e consideração às pessoas simples. Quantas vezes você já viu alguém tratando mal um garçom ou recepcionista?


Vejo pessoa com medo de ir a lugares públicos por saber da falta de civilidade que encontrará. E não pense o leitor, tratar-se de pessoas aristocratas ou burguesas. São senhoras e homens de mais idade, vítimas da falta de educação que beira a violência.


Veja como, no seu trabalho, na sua casa, no seu dia-a-dia, você pode fazer pequenos gestos de gentileza, cortesia, educação. Pense em como seria bom se você mesmo valorizasse mais a polidez.


A polidez não é uma coisa supérflua e antiga.


A ausência de polidez está transformando a sociedade em um lugar menos humano. Pense nisso. Sucesso!"

Luiz Marins
Antropólogo e conselheiro de empresas



Ética em Melodia


Para Pensar...

"Ética é uma palavra que todos conhecem mas poucos sabem sua definição. Ela pode ser entendia como um estudo ou uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas. Por outro lado pode-se dizer que ética pode ser a própria realização de um tipo de comportamento em compasso com os ditames sociais. "


I- Para Ilustrar...
Por sugestão de Rogéria, amiga e colaboradora da Casa da Cultura, decidimos acrescentar algo mais a esta postagem.


Tenho Vergonha de Mim
A parte inicial é de autoria da poetisa Cleide Canton. O último verso é de Rui Barbosa.
Versão declamada por Rolando Boldrin.

Para Visualizar o Vídeo CLIQUE AQUI

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Link

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.


II- Para Ilustrar...
Só de Sacanagem
Texto de Elisa Lucinda

Para Visualizar o Vídeo CLIQUE AQUI

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta a prova?
Por quantas provas terá ela que passar?

Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós,
Pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam.
'Não roubarás!',
'Devolva o lápis do coleguinha',
'Esse apontador não é seu, minha filha'.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará!
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear!
Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba!
Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer:
'Não importa! Será esse o meu carnaval!
Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: 'É inútil!
Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito!
Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!

Desabafo do Zé

A Casa da Cultura tem recebido e-mails muito interessantes contendo notícias, fotos e textos. Repassamos agora esta matéria que julgamos alusiva ao momento político.



A Barralongacultura
barralonga@gmail.com
Todas as matérias que encaminho estão publicadas no "jornalpontofinal.com.br", na página opinião, aliás sempre tentei deixar nas páginas marcas de um filho de Barra Longa.
Antonio Freitas Neto

DESABAFO DO ZÉ



Eu? Quero me apresentar, nascí numa comunidade donde desde cedo, posso lembrar ainda de ouvir os gritos, lá vem ele, e muitos perguntavam, quem? Diziam, é o Zé. Como bom brasileiro, minha educação, desta nada podem falar. Veio através das escolas públicas, dada pelos governos, que pagam mal os professores, não equipam as escolas e não dão a mínima para as condições da educação pública no Brasil. Posso dizer sou um brasileiro que vivo de bicos porque o mercado de trabalho é monopolizado por aqueles da classe média que conseguiram e puderam pagar os colégios particulares, ou por alguns privilegiados que vivem através das indicações, beneficias da politicagem. As indicações para os privilegiados valem mais que muitos títulos de formação. Sou ainda o primeiro a entrar na fila da revista em qualquer blitz da polícia, me sustento com a farofa, prato que posso chamar de especial. Fico tocado quando vejo gente bonita e sarada, como o senhor, entrar em passeatas contra a violência, mas é na minha periferia que a violência canta e dança sem que ninguém se importe. O senhor fala em mais segurança mas se esquece de que sem propostas sérias de educação, emprego e renda para minha gente, a tendência é que o abismo que separa o senhor da realidade do Brasil aumenta a cada dia. Por enquanto, gente da sua gente só sabe em falar de mais leis, que sempre punem os mais pobres, mas que sempre vão livrar a cara de muitos de sua gente que é responsável pela realidade do seu, do meu e do nosso Brasil. Eu? Sou o Zé, não sou ouvido, não sou visto apenas contado nas épocas das eleições e no censo. Não consigo ter o espaço que o senhor tem para seu desabafo. Agora, não tenho mais susto, acostumei com o esquecimento, com as omissões, com os descasos, deixei de ser criança, vivi a juventude, mas ainda sou o Zé, lembrado agora somente de quatro em quatro anos quando o senhor depende de um voto. Mas saiba, a esperança nunca morre quando esta viva dentro do homem a certeza e a vontade de vencer. Se um dia conseguir superar este trauma, quem sabe poderei apresentar ao senhor o nosso Brasil, nossa terra, nossa gente. De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinados a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de educação e segurança? Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado, um brasileiro humilhado. Um homem que correu o risco de não ver os filhos crescerem. Mas tudo passou, vencemos quem tentou nos vencer. Mas podemos dizer somos filhos deste Brasil porque amamos e lutamos pela verdade.


Antonio Freitas Neto.

Publicada a matéria no Jornal Ponto Final –www.jornalpontofinal.com.br

e-mail: freitas27@hotmail.com

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